Bistrô

Luiz Felipe Barros, marcas e alfarrábios mentais

21 Jun 2011

A Mari Barros, do P4B, criou um blog que achei genial, tem um tom de reportagem com um misto de testemunhal de como se sentiu nas aulas, vale dar uma olhada.  E me botou pra pensar.

Planner, coordenadora de cursos de planejamento, lido com quase 100 alunos por ano há tantos anos, estudo as mídias, as interfaces e as facetas do consumo, os hábitos das pessoas. E, mesmo assim, to surpreendida com cada turma da ESPM e da Casa do Saber com seu grupo no Facebook, a gente tem trocado tanto no mundo digital quanto nas aulas presenciais. Por lá, a gente se reconhece, sei quem gosta de festa junina e não só em que empresa trabalha!

Interagir está na vida e nós brasileiros com esse caráter relacional que tanto permeia nossa cultura, entramos de cabeça nas redes sociais. Tem um monte de números que o Luiz Felipe Barros trouxe pra aula lá no excelente post da Mari, mas para além deles coisas que acho imperativas.

— Nossas memórias são afetivas, e essa noção de afeto chega ao tema mercadológico depois da web e da possibilidade de um relacionamento mais caleidoscópico.  Pela possibilidade de contar uma história por inúmeras fontes, canais, sem necessidade de um início, meio e fim mais linear. E sem poder controlar por que meio a mensagem chegou…

— Porque a interlocução ficou aberta e  a história não chega pronta – como no tempo dos 30 segundos no break – a gente se sente no direito, provocado pra interferir, seja com opinião, conhecimento, crítica, informações, conteúdos. Não tem (quase) nada de tecnológico no que estou falando, mas de cultura, afetividade, transformar as conexões e criar outras.

Quando a gente interfere na narrativa, o que era livro didático vira aventura, de leitor pra personagem,  expectador pra descobridor. De público alvo para publicador, de consumidor para alguém que joga um RPG com as marcas, suas mensagens e discursos. Mais, com suas essências, porque nesse sentido comunicação está mais no que se transpira – e marca transpira até pelos poros que desconhece – do que naquilo que se arbitrou dizer. Caramba, ser planner vai ser muito mais divertido nessa nova lógica.

 

 

por:

3 respostas para “Luiz Felipe Barros, marcas e alfarrábios mentais”

  1. Luiz Felipe Barros disse:

    Ao invés de afastar as pessoas, os meios digitais aproximam. Trocamos mais experiências, compartilhamos mais e, nossa!, até falamos das marcas e produtos que estão presentes no nosso dia-a-dia!

    Num cenário desse, pensar numa veiculação de campanha durante 3 meses faz sentido, ou deveríamos estar pensando em como aproximar nossas marcas dos consumidores e em encontrar forma de nos tornarmos mais do que meros bens de consumo?

    Como você disse brilhantemente, não tem quase nada tecnológico nisso. Os meios digitais são apenas meios. A forma como os usamos e nossa relação com eles é que faz a diferença.

    Beijão!

  2. Mari Barros disse:

    Eita honra! Adorei o post e suas coloções. Pra completar…quem já viu Star Wars vai enteder: “Planejamento é o lado negro da Comunicação.”

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