Bistrô

Cenourinhas da comunicação

02 Jun 2011

Fiquei encantada com uma ação envolvendo baby carrots, aquelas lindas cenourinhas que a gente encontra no Zona Sul e são tão atraentes que podem acompanhar uma cerveja gelada, sem culpas para o lado diet da alma. Primeiro, descobri que elas não são babies, mas grandes cenouras cortadas de maneira diferente, igualzinho a uma batatinha noisette. Depois, que o lançamento foi um sucesso nos EUA mas, com a crise, as vendas entraram em queda.

O que fazer? Lembrar que é saudável, e nãnãnãnãnã? Seria o óbvio. Mas aí chega um planejador – fiquei orgulhosa de ser planejadora – e usa etnografia para entender a relação doméstica com a comida dos momentos de prazer e entende que cenoura, seja ela qual for, fica naquela gaveta de legumes no chão da geladeira, que as crianças aliás chamam de “gaveta da morte”. Não tem nada por lá gostoso de beliscar! Mas, na primeira prateleira da geladeira, ou nos armários de snack, huuuuuuuuum, prazer total. E que tal posicionar as cenourinhas como snack? Depois de pronto, é fácil dizer que é o óbvio, mas ontem dei esse desafio pra uma turma de 35 planners no P4B e ninguém teve a mesma ideia. Pois foi essa a proposta da agência Crispin, Porter + Bogusky (C, P + B): reposicionar o produto, mudando inclusive a embalagem!  O artigo completo, com histórico, números, resultados e os filmes está aqui. E a embalagem fofa de cenouras como snacks está aqui embaixo:

por:

2 respostas para “Cenourinhas da comunicação”

  1. Carolina Crespo disse:

    Sensacionaal, como snack a cenourinha passa a competir com salgadinhos e talz e nessa competição ela tem uma grande vantagem com o público que quer fazer um lanche saudavel sem peso na consciência e ainda consumindo vitaminas.
    Brilhante!

  2. Carlos Eduardo Stefano disse:

    Marcia,

    Uma coisa que reparo muito nos planners e povo da comunicação em geral aqui é uma limitação do pensamento estratégico. A turma fica presa em conceitos criativos e esquece dos outros Ps do Mktg que podem ser apoiados por nós. Já conhecia esse case e é um exemplo clássico disso. Sempre que posso, penso além. Cabe discutir com o cliente desde o começo os espaços pra onde podemos avançar. É como a dinâmica das linhas e dos pontinhos: nossa mente fica presa no limite e não conseguimos cumprir a tarefa.

    P.S. – Não sabia que já estavam por aqui! Quero provar!

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