Bistrô

Cidade do Samba: elefante laranja no Porto Maravilha

06 Mai 2011

Mais um post da série “BISTRÔ PLANNING CONVIDA”, dessa vez é o Carlos Eduardo Stefano. Amigo, ex-aluno do P4B e planner da Tecnopop. O Cadu chegou, pediu um espumante gelado e na terceira taça já tinha produzido uma reflexão deliciosa sobre a Cidade do Samba.

A Cidade do Samba deveria aproveitar mais esse incêndio recente e ressurgir das cinzas, tal qual a Fênix, em busca de um futuro de fato grandioso para o complexo, que corre o risco de ficar completamente deslocado ao lado dos modernos equipamentos culturais anunciados para o projeto Porto Maravilha.

Desenvolvi um plano de comunicação integrada que aponta para uma Cidade do Samba ideal, pólo centralizador da atividade carnavalesca e não um palco de shows de gosto duvidoso voltado para turistas. Um  complexo de entretenimento, que atendesse também aos cariocas em geral, mas com atividades de formação artística, espaço de memória intelectual e, claro, fonte de empregos.

No lugar de quiosques de fast-food, um mix de botecos tradicionais, ao invés de show de mulatas, uma experiência 3D para turistas com reproduções de desfiles históricos, na entressafra do Carnaval (Março-Agosto), oficinas de ferragem, esculturas, fantasias, instrumentos de percussão.

Para sustentar as atividades, ações de comunicação interna para as equipes de barracão, time de manutenção, responsáveis por bares e lanchonetes, público que precisa ser alinhado e treinado para receber e servir bem a todos que buscariam na Cidade do Samba momentos de lazer e entretenimento.

Parafraseando o Luis Marcelo Mendes que está tomando um Malbec aqui na mesa ao lado, ah se eu tivesse 15 minutos com o Eduardo Paes… apresentaria este projeto com o maior prazer!

Carlos Eduardo Stefano, Planner da Tecnopop

cadustefano@gmail.com

 

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