Bistrô

Nóóta fiscal paulííííísta, senhóóóóra? – Comunicação para além da publicidade

04 Abr 2011

Essa pergunta é recorrente até quando você toma um simples suco em São Paulo, enquanto isso, aqui no balneário,  a nota fiscal carioca é tema de campanha na TV e no rádio, mas esqueceram que planejamento de comunicação precisa incluir todos os públicos.

A diferença é que em SP está no script, todo mundo lembra que você pode usufruir dos benefícios da nota. Noutro dia descobri um crédito de 200 reais de compras pela web em empresas paulistas, uma delícia. No Rio, vi publicidade e só, cadê a estratégia? Teve ação para o prestador de serviço? Tem adesivo no cabelereiro, como tem de Visa e Amex? Investiram em algum tipo de ação de incentivo pra secretária do médico,  que devia te pedir o CPF, por exemplo uma ação de educação + consumidor misterioso que, encontrando o script correto, desse prêmios relâmpago?  Um viral em redes sociais que colocasse esse tema na nossa pauta mental?  Intuo que não. E aí, porque estratégia de comunicação não se restringir à campanha de TV, a ação fica capenga. Quem já pediu CPF na nota aqui no Rio que levante a mão!

Quem quiser conferir créditos em SP, o link é www.nfp.fazenda.sp.gov.br, coisa de 5 minutos.

 

por:

3 respostas para “Nóóta fiscal paulííííísta, senhóóóóra? – Comunicação para além da publicidade”

  1. Carlos Eduardo Stefano disse:

    E ainda diria mais, já vi pela WEB um movimento de “boicote” ao mecanismo, pois as pessoas estão dizendo que a cessão do CPF é para um monitoramento ainda maior da Receita Federal sobre as movimentações financeiras dos cidadãos.

    Ou seja, a tendência é a comunicação ir pro espaço, como sempre!

    Abs!

  2. Marcia Ballariny disse:

    Carlos Eduardo, que pena, né? Caramba, é impensável… a idéia é ótima e precisava ter sido vendida corretamente, era um processo de conscientização, fazer o carioca se sentir orgulhoso, temos um momento tão bom pra isso… enfim…

    • Luis Marcelo Mendes disse:

      Tem uma coisa de foco de público que é interessante nessa história toda. A comunicação é focada no consumidor, no tradicional esforço de “PEÇA a sua nota”, o mesmo movimento passado do “sua notinha vale um notão” etc.

      Talvez o segredo da coisa esteja no esforço de relacionamento pulverizado com os varejistas. Eles vão dar a tônica do negócio. Eles estão sendo penalizados? Tem alguma vantagem? Senão corre o risco da informação ser contrária. “Nota carioca? Ih, o senhor tem certeza?”

      Me faz pensar um pouco na experiência da Tailândia no controle da natalidade e como eles conseguiram uma capilaridade tremenda da informação através do envolvimento dos pequenos varejistas ( http://www.ted.com/talks/lang/eng/mechai_viravaidya_how_mr_condom_made_thailand_a_better_place.html ).

Deixe uma resposta