Bistrô

Por um novo Plim Plim

14 Mar 2011

Pergunte a qualquer fã de qualquer série, assinante de qualquer operadora e vai ter a mesma resposta: cada intervalo é um suplício. Os mesmos anunciantes em comerciais que se repetem até o limite da inteligência humana, sem falar nas chamadas de programação dos próprios canais, que parecem um teste de paciência para os telespectadores: muitas vezes duplicadas dentro do próprio intervalo – ou chamando para o programa que você já está assistindo!

Na TV aberta, OK,  a hora do Plim Plim já faz parte da experiência. A gente ri dos comerciais mais engraçados, fica sabendo quanto está o quilo do chã, patinho ou lagarto e descobre um novo filme ou programa que gostaria de ver.

Reproduzir exatamente a mesma experiência na TV fechada só poderia resultar mesmo no desastre que é.  Quando se soma menos anunciantes a uma programação pouco diversificada o resultado é repetição exaustiva. Onde está a criatividade que permitiria novas abordagens e formatos? É uma TV paga, fechada! Há mais segmentação de público, mais disponibilidade de tempo por um valor alguns zeros inferior, portanto, há espaço para se pensar associar às marcas também conteúdos e mesmo diferentes possibilidades de interação. Com mais de dez anos da TV por assinatura no país, a gente bem que já poderia ter criado um novo Plim Plim.

 

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5 respostas para “Por um novo Plim Plim”

  1. Eduardo Silva disse:

    Eu concordo 100%. Se o Dr House visse como retalham o programa e repetem 900 mil vezes cada um daqueles comerciais sem imaginação, ficava mudo em protesto!

  2. Poxa gata, vc precisar assistir mais ao Futura!! Tudo bem que vc não é exatamente nosso target, mas dá uma zapeada até lá para ver como usar os breaks comerciais – ué, os breaks são comerciais? no nosso caso não! – para informar, passar conteúdo de outra forma, em pílulas ou vinhetas divertidas, lançar causas, provocar pensamentos, prestar serviço, interagir com o público, enfim, usar e abusar de formas e linguagens diferentes, voltadas a cada perfil de nosso público (crianças, empreendedores natos, educadores, etc) para comunicar.
    Lendo seu post, que concordo em gênero, número e grau eu não poderia perder a chance de mostrar que dá sim para fazer televisão de um jeito diferente, puxar sardinha para a minha brasa e provar, como uma das nossas máximas já diz “Fazer televisão e principamelmente fazer a diferença”.

    • Branca disse:

      Juli, você tem toda a razão: assisti ao Futura neste final de semana e vi que há vida inteligente no break da Tv fechada sim. Gostei muito e é exatamente este o caminho que eu acredito, formatos diferentes, mini programetes e formas de inserção de marcas associadas a conteúdos. Parabéns.

  3. Ellizabeth disse:

    Caríssima cremô,
    É um genuíno contentamento visitar o seu site e ler o seu texto informativo e conciso, elegante e divertido; quisera eu ser uma pessoa jurídica para me valer das estratégias de comunicação que a sua empresa oferece…
    All the best para a Planning e você!

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