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As empresas baniram as redes sociais?

25 Mar 2011

Dia 12 de abril  tem uma palestra com a Marcia Ballariny e a Manoela Osório na ESPM para falar de Endomarca, a discussão promete pegar fogo e minha provocação já chega agora: nos últimos tempos vimos diferentes exemplos do poder de mobilização das mídias sociais: dos 400 mil arrastados por Preta Gil na praia de Ipanema através do Twitter aos mais de 200 mil que articulados via facebook saíram às ruas de Lisboa para protestar contra a política de austeridade do governo e a falta de oportunidades para os jovens, que se batizam de “Geração à Rasca” (que vive precariamente, apesar de bem formada e informada).

Fica a pergunta: porque as mídias sociais ainda são sub-utilizadas ou mesmo banidas dentro das empresas? Todos os dias, em nosso desafio de engajar pessoas usamos uma avalanche de e-mails, banners, pop-ups – quando muito temos um fórum.  Nos  exemplos arrebatadores de utilização das mídias sociais no mundo lá fora, fica claro que estamos desperdiçando esta imensa força mobilizadora ao não ter estas ferramentas em em nossos planejamentos  de comunicação interna.

Fica a pergunta: Ter uma rede própria?  Orientar a inserção nas redes existentes? Depende de cultura, de tamanho, capacidade de investimento, abertura e espaço. Nós, que fazemos, pensamos e planejamos comunicação interna e endomarketing nas organizações, temos urgentemente que encontrar este espaço.

 

 

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2 respostas para “As empresas baniram as redes sociais?”

  1. Branca, eu tenho a minha teoria.

    Há poucos anos atrás a onda do momento era o “viral” (assim como o Second Life que deixou taaantas saudades). As empresas então corriam atrás do criativos para encomendar virais.

    Da mesma forma, acho que muitas empresas estão também procurando ocupar espaços de mídias sociais. Mas tanto nesse caso quanto no dos virais o que pega é a autenticidade – um dos vetores da matriz de marca que as empresas no Brasil mais deixam para segundo plano. A sub-utilização das mídias sociais é consequência direta disso.

    Se você for ver os números e o conteúdo, a Preta twitta adoidado. São 33,112Tweets abastecendo 714,149 seguidores que recebem o suprasumo da Preta, por assim dizer (babagens, futilidades, sacanagens). O bloco dela dá certo pela sua alta capacidade de mobilização adicionada a recompensa oferecida pelos atributos atrelados à contora: sensualidade expansiva, alegria, quebra de pudores.

    Aí você vê a Osklen, que tem uma grande preocupação com legitimidade, conquista honrados 15 mil seguidores no Twitter (com 495 tweets). Nada mau, comparando a uma Maria Bonita Extra (5k), cuja capacidade de mobilização é próxima a…não sei.

    Mesmo assim, a Osklen é uma marca com um recorte elevado, para gente de bem com a vida. Comparando com um negócio com o faturamento muito inferir como a Camiseteria, mas cuja essência é mobilização, não é difícil eles chegarem a 75 mil seguidores com 7 mil tweets. Eles são o público e falam a língua do público. Ou entando no outro exemplo que eu adoro, o MOMA tem o dobro de “curtidores” no Facebook do que o Burger King. Um é uma marca que se relaciona, o outro é uma empresa enche bucho por mais que tenha valores bacanas que estabelecem seu contraste com o líder do segmento.

    Ou seja, muitas marcas tem foco, até tem diferenciação, mas legitimidade e capacidade de relacionar é um passo adiante.

    Fechamdo o assunto, vale sempre ver a palestra no Bruno Natal no TEDxRio sobre o assunto: http://www.tedxrio.com.br/palestras/queremos/

  2. Branca Lee disse:

    Luis,

    Concordo 100% com você.
    Para estar lá enquanto marca, tem que ser autêntica, ter conteúdo relevante, relacionar-se.
    Mas ainda que a empresa adie sua entrada nas redes sociais (ou ignore mesmo, como muita gente anda fazendo), as pessoas que trabalham naquela empresa já estão lá, batendo papo, comentando sobre mil assuntos inclusive sobre a empresa, inclusive com outros colaboradores. Fato.

    E não é de hoje: lá nos primórdios do orkut eu já via comunidades como “odeio o banheiro do 6º andar da empresa tal” ou “Eu já trabalhei em um puxadinho na empresa tal”.

    Fechar os olhos prá isso é viver na era do e-mail lascado.

    A gente pode e deve usar esta presença natural para potencializar ações de mobilização e comunicação interna de colaboradores, especialmente em empresas grandes, com alta dispersão geográfica.
    Nada mais autêntico do que as próprias pessoas falando.

    O Controle? bem, realmente, o controle fica prejudicado. Mas hoje, se estas pessoas já estão nas mídias sociais e nós não monitoramos, não temos apenas a ilusão do controle?

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